Almas de luz – 02

A verdade!

Kris ao ser pega olha para trás, seus olhos estavam cheios de lágrimas, ao ver que era John que a segurava, tentava esboçar um simples sorriso. John a ajuda se levantar, seu olhar era sério e frio, parecia estar nervoso.
–O que aconteceu aqui? – sua voz era ríspida e ao mesmo tempo passava uma certa calma, seus olhos estavam fixos nos quatro que estavam em pé na sala.
Eles olham entre si com medo, não conseguiam falar uma só palavra, o medo havia tomado conta. Kris estava preocupada e assustada, sua mente estava uma bagunça, tudo aquilo que acontecerá poderia ter sido verdade ou não, ela queria tirar logo aquele corpo dali e sair imediatamente do Asylum.

–John, este não é um momento apropriado para você perguntar a eles o que ocorreu. Este rapaz está morto e você precisa ligar para a polícia, e além que você não iria conseguir fazer com que eles falassem com esse olhar de mau, você sabe que todos na faculdade têm medo de você até mesmo os professores. – Sua voz era baixa, mas o suficiente para John ouvir, ele apenas assentiu com a cabeça e saiu da sala pegando seu celular do bolso.
Na porta Will se mantinha parado, seus olhos estavam inquietos e suava frio, mas tentava demonstrar que não estava sentindo medo algum de ficar ali. Kris o olhou e respirou profundamente, deixando-o ali com seu próprio medo. Ela se vira para os quatros, seu olhar era serio, mas conseguia passar uma gentileza e uma calma profunda.
–Me desculpem por eles, mas algum de vocês poderia me explicar o motivo de vocês estarem aqui a essas horas da noite, sendo que esse local é proibido para os alunos?
Uma das moças dá um passo à frente, ela parecia ser a mais nova dos quatro. Sua voz mostrava uma grande insegurança.
–Eu posso explicar se você quiser…-Ela mantinha a cabeça baixa enquanto falava. – Nos viemos aqui por causa de uma aposta, mas como perdemos tivemos que vir aqui, tínhamos que passar duas horas ai, se não eles iam fazer algo bem pior com a gente. Nós chegamos não faz nem uma hora, mas quando chegamos o nosso amigo Ryan se deitou em uma das camas que havia em outro lugar, chegando nessa sala ele começou a gritar e caiu desmaiado, quando fomos ver ele estava ficando com o pulso fraco, foi quando a Juli gritou e logo você entrou na sala, eu não sei o que aconteceu com ele, ninguém aqui sabe, por favor, não nos dedure para o diretor, não tivemos culpa de nada, ninguém sabia o que iria acontecer. – Lágrimas começavam a correr pelo rosto da garota que é abraçada pela outra que também começou a chorar.
No lado de fora da sala John discava em seu celular para o diretor, uma discussão tomava conta da ligação os dois pareciam se desentender sem nem uma chance de um aceitar a ideia do outro. A última coisa que John diz antes de desligar seu celular na cara do diretor era: ”Apenas de um jeito no corpo!” Seus passos eram rápidos, John estava mais nervoso ainda.
–Quero que vocês fora daqui logo. – Os quatro iam saindo quando ele entra na frente deles. – Mais uma coisa. Encontrem-me amanhã na sala do diretor, se não aparecerem digam adeus a vaga de vocês na faculdade. – John sai da frente deles que logo saiam correndo da sala. Ele encarava Kris, mas logo solta um suspiro fundo e passa a mão sobre o cabelo e seu olhar se torna vazio.
–Me desculpe Kris, não pude fazer nada… – Sua voz era triste, mas logo começa a rir para tentar quebrar o gelo. -Além que temos mais um que parece traumatizado com tudo o que ocorreu aqui. Melhor você e ele ai ir embora daqui. Ficarei até as autoridades chegar, vocês tem aula amanhã não quero ver ninguém faltando.
–Ok, mas você também tem aula.
–Sim, o seu estudo é mais importante Kris, então dessa vez me obedeça e vá descansar. Não irei repetir novamente.
–Tudo bem, amanhã no falamos então. – Ela abaixava a cabeça e saía em passos rápidos e puxava Will que ainda continuava perto da porta.
No caminho para seu dormitório na mente de Kris só passava toda aquela cena, seus olhos se enchiam de lágrimas ao lembrar-se do pobre garoto morto, já em frente a sua porta ela enxugava o rosto, ela abre e ao acender a luz é surpreendida por uma escrita na parede de seu quarto “você deve pagar pelos pecados já esquecidos no passado” ela se aproximava da escrita, quando ela percebe que as letras pareciam derreter e ia escorrendo pelas paredes o cheiro de sangue tomava conta do ar, Kris leva sua mão a parede e antes de relar a lâmpada de seu quarto explode e ela podia ver um vulto passando e saindo pela janela. Uma voz feminina e suave chamava por seu nome e dizia algumas palavras ao longe.
–Saia logo, não fique ai. As palavras pareciam sussurros do vento de tão distantes que iam se tornando.
Kris imediatamente sai do quarto deixando apenas a porta encostada, seus passos eram rápidos ela apenas olhava para o chão não conseguia olhar para mais nenhum lugar, ao longe ela escutava por gritos de pedido de ajuda, ela lavava suas mãos aos ouvidos para fechar e não ouvir, mas era algo feito em vão ela ainda continuava a ouvir. Com o medo tomando conta de sua alma Kris começava a correr em direção à sala do clube, a todo o momento ela se sentia sendo observada de todos os cantos.
Ao chegar a frente da porta do clube ela via uma mão segurando a maçaneta ela se assusta e dá uma passo para trás batendo em alguma coisa, ela se sente congelada no momento não conseguia se mexer um milímetro se quer, suas pernas haviam travado de vez, ela engolia seco quando uma voz sussurra em seu ouvido.
–Buu…-John caia na risada por ter assustado a garota e sorria. Kris sente um grande alivio e olha brava para ele, mas logo o sorriso de John desaparecia de sua face.
–Kris, o que você está fazendo aqui há essa hora? Você já não deveria estar em seu quarto. – Seu olhar era de preocupação, não entendia o motivo de ela estar ali àquela hora e muito menos porque estava tão assustada. – Eu não te disse para ir descansar.
–Eu que pergunto o que você está fazendo aqui, chegou agora da Asylum?
–Acho que fiz a pergunta primeiro mocinha. Mas tudo bem… – Solta um pequeno suspiro e sorri. – Sim acabei de chegar e me dei de cara com você aqui toda assustada, o que aconteceu?
–É que eu perdi uma coisa importante e vim ver se não estava na sala do clube. – Seu sorriso era meigo.
–Kris eu sei quando você está mentindo, você sempre sorri desse jeito e muito menos liga para quando perde alguma coisa, agora ande e começa a falar o motivo de estar aqui e não adianta mentir ou ficar enrolando sobre o assunto. – Sua voz era calma e tranquila, ele sabia que ela estava com algum problema e não podia demonstrar nenhuma preocupação. – Mas acho melhor entrarmos, algo me diz que essa historia vai ser comprida demais. – Ele abre a porta tranquilamente. Kris olha assustada porque a mão ainda continuava ali, mas ela percebe que era a única que a via, ela respira fundo e entra logo atrás fechando a porta.
John caminhava para o pequeno sofá que havia no clube e se deitou e ficou olhando para o teto. Kris se sentou na poltrona que tinha em frente ao sofá, o silencio tomava conta do ambiente, só a luz fraca do abajur que havia do lado do sofá iluminava todo o ambiente.
–Vamos, comece a falar. Você ainda precisa ir dormir.
–Tudo bem, parece que é difícil mesmo esconder algo de você… -Suas mãos estavam inquietas, as vozes estavam mais altas. – Quando cheguei ao meu quarto havia uma escrita na parede, e ela estava feita com sangue, a frase era “você deve pagar pelos pecados já esquecidos no passado”, quando me aproximei da escrita a luz do quarto explodiu e eu pude ver um vulto passando, foi quando comecei a ouvir alguém mandando que eu saísse do quarto, eu sai imediatamente e continuei ouvindo varias vozes pedindo por socorro e elas continuam. – Levava suas mãos ate seus ouvidos e fechava os olhos, aquilo estava a atormentando.
John ao olhar para ela e a ver daquele jeito, se levanta imediatamente do sofá e vai até ela, segura em seu pulso e abaixa os braços dela.
–Não precisa ficar com medo estarei aqui com você, sempre poderá contar comigo.
A porta do clube é aberta com toda força e o diretor entra gritando. – Garoto seu estúpido, você não está mais atento a nada, não é?! Leia o jornal. – Ele o joga na cara de John, que o pega e lê a manchete em voz alta que se encontrava na primeira página.
“Três pessoas se suicidam na estrada Maud Hughes, uma após a outra. Polícia investiga o motivo das mortes. Após as mortes vários telefonemas a policia têm sido feito, muitos cidadãos dizem ter visto luzes e um trem passando em plena madrugada.”
Um estalo ocorre na mente de Kris e ela se levanta e mexe em uma pilha de jornais velhos e fica sussurrando a todo o momento o nome da estrada, até que ela retira um dos jornais da pilha e lê em voz alta.
– Estrada Maud Hughes foi considerada por todos os cidadãos um local mal assombrado. Muitos acidentes terríveis e suicídios ocorreram pelo menos 36 pessoas foram relatadas mortas ou ao redor da ponte ou nela. A estrada de ferro que fica a 7,62m abaixo da ponte, algumas pessoas disseram que um trem fantasma passa por ali. Além de outras que avistaram figuras fantasmagóricas, névoas e luzes, assim como figuras negras encapuzadas. Será um mito ou verdade?
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