Noite das mil faces – 04

Planejamento

fanfiction-originais-noite-das-mil-faces-3446315,010520152302

A semana se passava, Adrian continuava fechado em seu gabinete no ministério, seus planos estavam ocorrendo como deveria, mas um em questão ainda estava a ser resolvido, precisaria incluir o primeiro ministro e sabia que conseguiria isso, o dinheiro falava mais alto naquela sociedade e ele conseguiria comprar o ministro com muita facilidade.

Alguém batia a sua porta do gabinete e entrava em seguida, era um rapaz novo trajando um terno azul e gravata borboleta e carregava uma prancheta, seu cabelo era engraçado estava divido corretamente ao meio e parecia estar com bastante gel. Era o secretario do próprio ministro, ele tinha uma feição séria, mas aquilo só o deixava mais engraçado, as duas crianças fantasmas que brincavam pela sala ao olhar para ele só conseguiam rir.

-Senhor o primeiro ministro deseja vê-lo com máxima urgência. – Ele mantinha os olhos na prancheta e saia em seguida sem esperar a resposta de Adrian.

Adrian sorria, aquele pedido para ir vê-lo não teria vindo em melhor hora possível,  ele limpava a mão em uma flanela e a jogava em cima de sua mesa, o local estava uma completa bagunça em todos os cantos havia uma invenção parada ou que estava em andamento. Ele estava com a roupa toda suja de graxa, mas mesmo assim saiu para ver o primeiro ministro.

Chegando a porta do gabinete do ministro ele passava a mão sob seus cabelos negros que estava todo bagunçado e se mantinha solto, ele ouvia o riso das duas crianças e olhava para elas e sorri, a menina fazia sinal para que ele prendesse o cabelo e assim ele fez, deixava alguns fios soltos a frente, seus olhos azuis pareciam se destacar com toda aquela graxa espalhada pela roupa e um pouco do rosto.

-Fiquem de olho se alguém se aproximar me avise. – Ele batia na porta do gabinete e logo entrava, estampava um sorriso amigável em seu rosto, precisaria bajular o primeiro ministro.

-Bom Dia ministro Enrico, o que deseja da minha pessoa ao seu gabinete? – O rapaz olhava para o homem que estava sentando lendo seu jornal. O homem abaixava o jornal e sorria se levantando, deixando o jornal de lado e indo abraçar o jovem.

-Bom dia Adrian, não posso me conter com tanta felicidade essa semana estarei fazendo 30 anos de casado com minha linda esposa Francesca e gostaria de pedir sua ajuda para montar uma festa maravilhosa e que seja lembrada por todos desta cidade e por outros ministros que viram. – Ele abraçava Adrian que respondia o abraço, mas não gostava daquela situação. – Por favor sente-se pedirei para que tragam um chá para discutirmos sobre a festa. – Ele voltava a se sentar e pegava o telefone, dizia algumas palavras e já desligava.

Adrian se sentava em uma cadeira de frente para a do homem e olhava, notando toda a alegria que aquele ser sentia com a situação.

– O senhor já pensou em algo para está festa? – Ele cruzava os braços e o olhava mostrando um falso interesse para ajudar a montar aquela festa, mas o ajudar naquilo daria a sua chance perfeita de comprar ele.

-Não consigo pensar em nada muito bom, só gostaria que fosse diferente, um baile de mascaras o que acha?

– Seria realmente muito interessante meu senhor, um baile de mascaras seria perfeito para chamar atenção de todos, podemos aproveitar e fazer uma boa temática de decoração, poderíamos fazer algo referente a animais.

– Uma ideia maravilhosa Adrian.

Naquele momento o rapaz se fazia de inquieto para o homem notar mesmo, precisaria dar um jeito inocente de falar sobre aquele assunto e não mostrar que já o estava planejando, antes de ir em seu gabinete.

-Meu jovem alguma coisa lhe incomoda.

-Me desculpe, mas precisaria muito que o senhor me ajudasse em algo, teria uma boa remuneração pela sua ajuda, é para ajudar a pessoa que eu amo. – Seu tom de voz até parecia de um garoto inocente, ele é um perfeito ator, conseguia enganar a qualquer um.

– Diga.

-Oh sim claro, precisaria muito que o senhor aceitasse a garota que está em minha casa como sua filha, que ela carregasse seu nome e paternidade. Sei que é estranho pedir isso, mas preciso que ela tenha um nome forte e que seja de uma família de renome, não poderia escolher outra pessoa a não ser o senhor.

A feição de Enrico mudava por um momento, ficando totalmente serio e analisando o que o rapaz dizia, aquelas palavras sobre renome enchia seu peito de orgulho. Sua voz mudava para um tom sério.

– Teremos algum termo se eu aceitar a sua proposta?

Adrian sorria de canto de boca, aquela resposta do ministro mostrava que ele conseguiria o que tanto queria.

– Claro que teremos. Com ela sendo sua filha e assim se casando comigo, o senhor terá direito a uma porcentagem de minhas terras e até alguns lucros.

– Muito interessante isso, essas terrras seram passadas quando para mim ? – O homem mostrava um certo interesse pelas terras, pois mesmo sendo o primeiro ministro ele sabia que Adrian possuia muito mais terras que ele.

– No dia que me casar com ela, lhe passarei metade do que será dado e a outra metade será deixado para o momento certo.

-Oh certo…- Ele levava a mão ao queixo e fazia um certo olhar pensativo, ele aceitaria desde o primeiro momento que Adrian ofereceu as terras, mas precisava enrolar e fingir que estava negociando. – Como vamos explicar a todos que ela é minha filha?

– Isso será simples, vamos usar sua festa de casamento para dar as boas vindas a sua filha que estava em um colégio interno de outra cidade cúpula, que ela chegará recentemente na cidade e que irá se casar comigo. Faremos tudo na sua festa. O que acha da ideia?

– Confio em você, faça o que achar melhor…Agora pode se retirar, você tem 5 dias para me trazer os papéis de todos os valores que vamos gastar na festa e os desenhos de toda a decoração. – Ele balançava a mão em sinal a mandar o rapaz embora de sua sala. Adrian se levantava, apenas assentia com a cabeça em positivo e saia da sala.

As duas crianças o esperavam do lado de fora da porta, ele as olhava e fazia um olhar de decepção, as duas o olhavam ficando preocupadas, mas ele logo abria um sorriso e saia caminhando de volta para sua sala, seus planos estavam indo muito bem. Chegando em sua sala ouvia seu telefone tocar.

– Alô?

– Senhor, os papéis que me pediu estão todos com dados incorretos, parece que não conseguiram finalizar os testes, a cobaia não despertou, parece ter sido a única a não despertar. O gene ainda está adormecido.

– Está me ligando para me dar uma noticia dessas, não quero saber se está incorreto ou não, quero esses papéis em minha mão amanha sem falta. Não me dê esse tipo de noticia por telefone.

– Senhor por favor me escute, não sabemos se esse gene pode despertar, a única cobaia antes dela que aconteceu isso, por não ter despertado na hora certa acabou falecendo rapidamente. Os resultados são muito estranhos.

– Só direi mais uma única vez, quero esses papéis amanha na minha mesa sem falta. – Ele desligava o telefone sem pensar duas vezes, se sentava em sua cadeira e levava a mão no rosto, podia se ver claramente que estava irritado, as crianças haviam sumido da sala, não era uma boa ideia ficar ao lado dele irritado.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s