Joia de Sangue – O roubo do século 01

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O sol já havia deixado os céus faziam em torno de 5 horas, como em toda cidade o subúrbio estava em silencio absoluto, famílias dormiam e não se ouvia nenhum tipo de som presente nas ruas. Não se sabe ao certo de que casa vinha um pequeno som, era um aparelho de gravação sendo ligado, o barulho do botão travado era ecoado por toda a casa, não havia nenhuma luz acessa naquela casa e não conseguia se ver quem quem estava ali sentado em frente ao aparelho…Mas logo uma voz suave e tranquila fazia se identificar uma jovem mulher.

Todo o silencio fora interrompido com o som de carruagens que pareciam correr, a mulher viu que aquela era a sua deixa…um pequeno bilhete era deixado em cima do gravador e assim como um gato ela desaparecia pela escuridão. A policia arrombava a porta da casa e entrava gritando e com lanternas a procura do residente daquela casa, mas nunca iriam conseguir pegar ela, apenas se ela desejasse a policia iria conseguir, assim fugiu com seu grande tesouro em mãos, escondido com todo cuidado em suas vestes em um local que ela sabia que estaria mais que seguro.

Ela parou por um momento já longe da casa e olhou de canto a invasão feita pela policia e apenas riu, levando a mão direta  sob o seio exatamente na parte aonde seria o coração e voltou a desaparecer na escuridão.

Dentro da casa a policia revirava tudo, jogando todas as coisas ao chão o capitão parecia estar desanimado com a situação em que se encontrava, aquela apreensão seria o auge de sua carreira na policia. Já totalmente desanimado se encostou na mesa que havia na cozinha e viu aquele pequeno gravador e um papel em cima dele, levou a luz da lanterna ao objeto e notou que algo estava escrito no papel, pegou com delicadeza e assim o leu.

” Me ouça, tenho certeza que vai adorar. ”

Novamente o som do clique do botão era ouvido, mas dessa vez mais abafado pelo barulho ocasionado pelos outros policiais, mas logo o capitão dava a ordem de silencio para começar a ouvir o que estava gravado ali naquele pequeno gravador….o som da fita era de um pequeno ruido no momento, estava mais para o som de um cadeira sendo puxada suavemente, como se não quisesse acordar ninguém.

~~ Hello meu pequenos coelhinhos assustados, hoje lhes contarei como consegui roubar a joia mais rara do mundo.~~

O capitão pausou por um momento o gravador e olhou perplexo para todos. Aqueles ali mais próximos ao capitão pareciam não entender porque ela iria contar aquilo, era uma prova mais que concreta que poderia a colocar na cadeia em dois toques facilmente. Ele apenas sinalizou com a cabeça para que o silencio fosse mantido e assim voltou a apertar o play do gravador.

~~ Sei que devem estar pensando como posso estar lhe dando a prova que tanto desejam para me prender, mas no momento sei que não conseguiram nem mesmo me achar, por favor deixem a casa organizada…Não gosto muito de bagunça.

Como posso ser tão rude, onde minha educação foi parar…. Muito prazer policiais sou Caddy C. Law…acho que já sabem, conseguiram achar a minha casa. Mas alguns de vocês devem me conhecer como CatLaw, mas como todos sabem venho de uma família de aristocratas e cientistas, onde todos usam nomes falsos, então provável que o meu também seja.

Maioria dos meus familiares também são foragidos de vocês ou tem algum podre que pode ferrar com a vida de algum policial corrupto.  Graças a eles tenho essa aparência que vejo algumas
crianças da cidade querendo imitar, a pequena garota de 25 anos com algumas características de gatos como rabo, orelha e até as pupilas.~~

Um silencio era ocasionado naquele momento, mas podia se ouvir o som de uma risada distante vindo da gravação, o um tempo curto de silencio o tempo necessário para o capitão puxar a cadeira que estava encostada na mesa e se sentar, esperando que aquilo continuasse e ele pudesse descobrir um meio de prender aquela mulher.

~~ Sons de papéis sendo revirados e logo alguém puxando novamente a cadeira.

Me desculpem o silencio repentino, mas parece que minha recompensa estava com um valor muito baixo, ainda mais pelas coisas que já roubei, mas não é isso que quero contar a vocês ou melhor dizendo reclamar, passado é passado e sei que estão interessados na minha ultima façanha.

Pelo que vejo todos os jornais estão falando disso, estou amando ser lembrada em todo o canto do mundo. Roubar a Joia de sangue foi a coisa mais divertida que fiz, um diamante único dado a rainha e guardado a sete chaves em um cofre particular, que é monitorado 24 horas por dia e com o melhor sistema de segurança do mundo…Poxa acabei de errar minha frase, não acho que seja o melhor sistema do mundo pois pude invadir com bastante facilidade.

Mas acho que estou enrolando muito para começar o tão esperado assunto que vocês querem saber, como consegui roubar. Vamos voltar a um mês atrás.~~
O dia estava entediante como sempre para CatLaw que se encontrava no bar de sua melhor amiga e parceira de crimes, estava em sua mesa habitual tomando seu Whisky…O bar era seu único local seguro para se passar o tempo de tédio e descanso, pois nem mesmo a
policia sabia como chegar ali, além que o local era protegido pela alta sociedade londrina e alguns aristocratas importantes. Pois ali também era refugio deles para sair com garotas e se divertirem sem ter que se preocupar se iriam aparecer em algum jornal. Como eram eles que mantinham o bar, para ter acesso a ele apenas com convite e a pessoa deveria se mostrar digna a ter chance de entrar ali.

Aquele dia estava chata e desinteressante como qualquer outro dia, os mesmo homens na suas horas de costume ali dentro se divertindo com as várias garotas de programa que os entretinham por horas e horas. CatLaw suspirou e bebericou um pouco do Whisky em seu copo, suas orelhas estavam escondida em sua cartola e seu rabo parecia apenas um echarpe de pelo, parecia uma garota normal, sua beleza chamava a atenção de muitos homens que entravam ali, mas aqueles que já eram velhos na casa sabiam muito bem que não podiam se envolver com ela.

Estava desligada de tudo a sua volta, mas ao notar uma pessoa nova no bar, voltou sua atenção, era a primeira vez daquele homem no bar, nunca tinha o visto ali. Ficou o observando por alguns minutos e logo sua ficha caiu, aquele era Brian, principal comandante da guarda pessoal da rainha, primeiro tenente e mão direita, seu olhar ficou quase que fixo no homem, para ele estar ali algo importante iria acontecer pois a rainha não costumava deixar seus homens saírem de perto. Como todos os homens ali ele se encontrava com algumas garotas e parecia estar levemente embriagado, mas algo que ele dizia aquelas mulheres despertava total interesse nela.

– Senhoritas, tenho toda certeza que iriam amar aquele diamante, valor inestimável e só existe apenas um no mundo todo.

Ele levantava a caneca de cerveja como se comemorasse o que estava falando e  derrubava um pouco de liquido nas garotas que estavam quase que grudadas em volta do pescoço dele, precisaria achar o momento perfeito para se aproximar daquele homem e tirar mais informações sobre o diamante, pois já havia ouvido alguns rumores sobre o diamante, mas nunca nada que comprovasse sua real existência.

O tenente era um homem de uma beleza que atraia todos os olhares por onde ele passasse, por mais que tivesse seus 45 anos, cabelo curto de um tom loiro escuro, barba por fazer e aqueles olhos verdes como a grama cheia de orvalho. Todas no bar pareciam querer estar com ele.

CatLaw notava que ele já estava bem mais vermelho e com isso mostrando que seu corpo já não estava mais aguentando tanto álcool sendo ingerido. Ela se levantou, subiu a saia deixando na altura do meio das coxas e prendendo com fivelas, puxava a cinta liga e a prendia na meia e arrumava mais o decote do vestido. Naquele momento estava parecendo uma daquelas mulheres que estavam ali para divertir os homens do bar.

Caminhou lentamente para a mesa que ele estava sentado com aquelas mulheres, seu olhar afastou todas as que estavam ali em volta dele… Sorriu de um modo gentil e foi sentando no colo do homem, passando a mão direita suavemente pelo rosto dele e aproximou seus lábios do ouvido dele e cochichou algo que o deixou bastante animado com a situação. Ela tinha certeza naquele momento que iria conseguir com facilidade o que queria.

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